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terça-feira, 14 de junho de 2011

Quem foi Joseph Pilates ?

Quem foi Joseph Pilates ?

"Segundo PILATES, os exercícios do seu método devem obedecer seis princípios: concentração, controle, centralização de força, fluidez, precisão e respiração"
Joseph Hubertus Pilates nasceu em 1880 na Alemanha, perto de Dusseldorf, em uma pequena vila denominada Mönchengladbach, no seio de uma família de classe média. Na infância, sua saúde foi frágil, sofreu de asma, bronquite, raquitismo e febre reumática.
Quando era adolescente, limpava o jardim de um vizinho que possuía uma biblioteca, em troca de desfrutar dela. Devido a uma saúde fraca na infância e à sede de conhecimentos, tornou-se autodidata aprofundando seus conhecimentos em anatomia, física, biologia, fisiologia e medicina tradicional chinesa. O Método teve influência desde o yoga, artes marciais ao estudo do movimento dos animais.
Em 1912, aos 32 anos de idade, este jovem alemão ensinou seu corpo a executar movimentos de boxe, onde trabalhou como instrutor de defesa pessoal da polícia civil inglesa (Scotland Yard) e artista de circo.
Pilates e seu irmão juntaram-se a uma companhia de circo que realizou uma turnê por Londres quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial (1914), foi recluso no campo de concentração de Lancaster, por ser considerado inimigo estrangeiro. Todos os componentes da trupe foram confinados em um campo de prisioneiros, com outros compatriotas na ilha de Man. Nesse período atuou com enfermeiro e desenvolveu exercícios para manter a si e aos companheiros saudáveis. Usou as camas hospitalares e outros artefatos (cintos, lastros e molas) para fortalecer enfermos que ainda permaneciam deitados nas camas, onde iniciou o desenvolvimento dos primeiros protótipos dos aparelhos hoje conhecidos.
Em 1918 houve uma epidemia do vírus Influenza (gripe espanhola) dizimando milhares de ingleses e nenhum dos internos (enfermos) sob seu treinamento foram infectados. Anos depois, Pilates atribuiu a sobrevivência dos prisioneiros à epidemia a execução dos exercícios, beneficiando sua saúde, embora não existissem comprovações científicas na época.
Finalizado a guerra, retornou à Alemanha, onde continuou a desenvolver seu método, em primeiro lugar chamou atenção dos membros do mundo da dança, Rudolf Von Laban, que incorporou princípios de Pilates à sua técnica corporal, por existir um "vazio" existente nas peças de teatro e dança, buscando movimentos mais espontâneos e conscientes. Também recorreram a ele atletas inclusive o campeão de boxe dos pesos pesados, Max Schmeling. Mas, quando foi convocado pelo governo Guilherme II (rei da Prússia) para treinar a força policial da cidade de Hamburgo,resolveu sair do país e escolheu imigrar para os Estados Unidos.
Em 1926, aos 46 anos, Pilates acompanhou o campeão mundial Schmeling a Nova York, com a promessa do representante do boxeador financiar uma academia naquela cidade. Na viagem de navio de Londres para Nova York, Pilates conheceu a enfermeira Clara e obtiveram afinidades por apresentar interesse pela saúde e como manter o corpo saudável, decidiram abrir um estúdio juntos e mais tarde acabaram se casando. Pilates e Clara abriram a academia na Oitava Avenida de Nova York, no mesmo prédio do New York City Ballet, velozmente atraiu a atenção de pessoas influentes na cidade, como Ruth St. Denis, Ted Shwn, Martha Graham (professora, bailarina e coreógrafa pioneira da dança moderna) e George Balanchine (fundador da School of American Ballet e diretor da Companhia que viria a ser o New York City Ballet, como é conhecido atualmente).

FONTE: http://www.cintia.marski.org/metodo/josephpilates

terça-feira, 31 de maio de 2011

Planta

 
¨" Quando adoecemos a natureza através da chuva, do vento, dos pássaros....
 já semeou em nosso quintal a planta que nos ajudará...
É só reaaprender com os olhos do coração e a sabedoria de nossa alma"
 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que é escoliose?

A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço (Souchard e Ollier, 2001). Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada.
Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”); Curva dupla, (escoliose em “S”). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.
Classificação das curvaturas escolióticas, podendo estas serem: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.
Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:
1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.
2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.
3)20 à 30 graus: tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou de Milwakee.
4)30 à 40 graus: uso do colete ortopédico ou Milwakee.
5)40 à 50 graus: somente tratamento cirurgico.
 

FONTE: http://www.herniadedisco.com.br/doencas-da-coluna/escoliose-2

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Alongamento axial: como acontece?

Vamos lá: será que você tem alongamento axial? Não sabe? E dor nas costas você tem?
Hum… E essas pessoas das fotos, será que sentem dores nas costas?
Alongamento axial: como acontece? Alongamento axial: como acontece?
Se você respondeu que com certeza elas sentem dor, se equivocou. Estudos dizem que não.
E para mostrar de forma mais clara e instigar a curiosidade de vocês a continuarem lendo, vou usar o exemplo dessas pessoas que carregam cargas na cabeça por horas às vezes. E por que elas não sentem dor? Simples, eles possuem um ótimo alongamento axial, observe as suas posturas, bem eretas, e equilibradas. E é isto que um bom alongamento crânio-caudal faz com nossa postura, a deixa alinhada, com todas as curvas naturais da coluna preservadas.
OK. Mas o que é alongamento axial?
Vamos à definição: o alongamento axial é a criação de espaço articular, se tratando da coluna esse espaço é aumentado entre os discos vertebrais. O benefício direto da aplicação deste princípio é a melhor mobilidade da coluna e diminuição de compressões nos discos, logo alívio de dores e prevenção de patologias (ex: hérnia de disco).
Bom, acabamos de ler que é preciso “descomprimir” os discos e isso é possível com o alongamento axial. Sendo assim, essas cargas acima da cabeça não geram mais pressão, peso na coluna? Não, ao menos no caso dessas pessoas que já fazem isso desde crianças e assim fortalecem a coluna. Como? Para entender melhor, vamos analisar o funcionamento de alguns aspectos da coluna vertebral.
Suas partes “principais” são: corpo vertebral, disco intervertebral (anel fibroso e o núcleo pulposo).
O disco vertebral funciona como um amortecedor, as pessões são distribuídas por todo o disco, e o núcleo dentro dele põem-se sob tensão e age como um amortecedor fibro-hidráulico, que funciona muito bem se mantendo hermeticamente fechado (caso contrário temos uma hérnia, quando o núcleo é rompido e não suporta mais essas pressões) vejamos as figuras:
Alongamento axial: como acontece? Alongamento axial: como acontece? Alongamento axial: como acontece?
Então quando essas pessoas colocam a bacia na cabeça, elas precisam manter-se eretas para a água não cair, com isso seus discos alinhados funciona perfeitamente como amortecedor, e isso acaba sendo um exercício para as musculaturas mais profundas. É importante ressaltar, que isso não vale para nós que não estamos habituados, se resolvermos fazer isso, é provável de ficarmos com dor por dias.
Temos também nesse aspecto do amortecimento o mecanismo de ação e reação, que funciona como mostrado a seguir: durante os exercícios abdominais, por exemplo, uma força de ação é realizada na flexão do tronco (quando subimos), e em contra resposta uma de reação (Lei de Newton), isso gera uma pressão (musculatura abdominal x dorsal), que terá que sair por algum lado concorda?
Ela só conseguira sair por cima ou por baixo, já que pela frente e por trás ainda está ocorrendo à pressão. Essa saída faz com que as vértebras se distanciem mais, aliviando assim os discos vertebrais. Vejamos:
Alongamento axial: como acontece?
É justamente essas características de amortecimento do núcleo pulposo, ação e reação que exploramos no alongamento axial, são esses mecanismos que nos permite alongar axialmente, ou seja na longitudinal, crânio-caudal. E assim manter as curvaturas preservadas, que distribuem as cargas ao longo de toda coluna.  Veja as figuras ao lado: Quando a coluna se mantem alinhada, os discos ficam livres de compressão, podendo até suportar cargas importantes, como as pessoas que transportam o peso sobre a cabeça.  Vamos experimentar uma situação de alongamento axial?
- Posicione-se sentado em uma cadeira com os ísquios bem apoiados (aqueles ossos do quadril proeminentes na região dos glúteos), com os pés bem apoiados no chão. A coluna lombar neutra, ou seja, normal com sua lordose (curvatura entre os glúteos e as costelas).
- Imagine agora que sua cabeça é uma bola de gás e a sua coluna é a linha amarrada nessa bola. Sendo assim, este bola cheia de gás (sua cabeça) está sempre querendo subir mais (“criar” espaço entre os discos vertebrais) e a sua coluna, sendo representada pela a linha amarrada na bola, mantêm-se esticada a todo instante, mas de forma natural, mantenha os ombros baixos e relaxados; respire mantendo esse alongamento longitudinal com o abdômen levemente contraído.
- Agora “desmonte” a postura, fique normal e veja a diferença de como é uma posição bem alinhada e como você costuma ficar no dia a dia. Pois bem, depois dessa explicação e sensação me respondam: como vai seu  alongamento axial?

FONTE: http://www.revistapilates.com.br/2010/08/16/alongamento-axial-como-acontece/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A ESTRUTURAÇÃO DO TORNOZELO E SUA INFLUÊNCIA NA ORGANIZAÇÃO DO MEMBRO INFERIOR


 
O tornozelo é o pivô da ação da alavanca dos membros inferiores, responde  pelo equilíbrio e deslocamento da massa pélvica.
Temos o tornozelo como pivô primário da cadeia PM, onde o feudo é no membro inferior. O feudo no método GDS, e o local do corpo em que cada cadeia muscular tem sua função útil para a manutenção da boa fisiologia biomecânica.
Na cadeia PM, a ação no membro inferior favorece a verticalidade  do corpo, para não cair para a frente. Para funcionar bem, é necessário que a articulação trabalhe com ajuste articular e muscular adequados.
Devemos lembrar que no tornozelo, a articulação tíbio-társica  responde pelo deslocamento do membro inferior no plano sagital equilibra o peso para a frentee para trás do pé a concentricidade articular e propriocepção, as funções desse trabalho, que priorizou a construção e formas dos elementos ósseos dessa região.
No ponto de vista comportamental, a cadeia PM empurra o homem a ação, ao trabalho, essa motivação chama-se pulsão comportamental. No conceito GDS, pulsão acionara um conjunto de músculos que agem no pivô primário.
A reação desses músculos, basta para reestabelecer o equilíbrio.
Nem sempre essa pulsão parte de uma motivação, pode advir de diversas causas em desacordo com as escolhas pessoais..
A cadeia PM na dinâmica dos triângulos relaciona-se com as cadeias AM e PA. Assim, esse trabalho passará pela conscientização e sensações das articulações e artroceptividade.
O bom equilíbrio passa por adaptação perpétua e recíproca da tensão osteo-muscular. O osso adapta a sua estrutura à pressão que sofre do músculo, o tônus muscular estimula o crescimento ósseo e o músculo adapta seu tônus ao comprimento do osso.
E o osso que, pela forma e tamanho dá suprimento aos músculos.
INÍCIO DA MODELAGEM ESTRUTURANTE:
1-      Caminhar, sentir a participação do tornozelo na marcha, agachar, perceber a mobilidade dessa região.
2-      Posicionamento:
- Iniciar modelagem na posição sentada, no chão, frente ao paciente.
- Avaliar o grau de movimento da articulação
    3- Manobras serão feitas a partir da identificação, localização e construção das estruturas ósseas e articulares. É importante a relação das formas, funções ósseas e articulares.

O tornozelo faz parte do “cardan” do retro pé, totalizando os 3 graus de liberdade do espaço. Possui papel de transição entre o pé a perna e de repartição dos esforços transmitidos para frente e para o retro pé.
Visualizar o eixo transversal que passa pelos dois maléolos.
A mobilidade da articulação tíbio-fibular  inferior é uma mobilidade conjunta à flexão dorsal da articulação tíbio társica.
É importante salientar que a superfície troclear astragaliana corresponde a uma superfície inversamente conformada, na superfície inferior do pilão tibial.
As duas faces laterais da polia do astrágalo  são mantidas pelos maléolos com diferenças: o externo é mais volumoso do que o interno, localizado mais inferior  e posterior em relação ao maléolo interno.
Ele funciona como pinça (separação-aproximação dos maléolos). Essa separação é uma “respiração”, permitindo ao tornozelo ganhar amplitude entre duas situações de carga.
Refazer a ação combinada dos movimentos dos maléolos (separação maleolar) associados à rotação axial do maléolo externo e movimentos verticais da fíbula. Na flexão, maléolo externo se afasta, sobe ligeiramente e gira sobre si mesma, sentido de rotação interna. Na extensão, ele aproxima, desce e faz ligeira rotação externa.
A amplitude dos movimentos de flexão- extensão esta determinada pelo desenvolvimento das superfícies articulares com amplitude global de 70° a 80°. É sabido que o desenvolvimento da polia astragaliana é maior para trás que para frente, levando ao predomínio da extensão sobre a flexão.
Construir a presença do astrágalo, osso singular localizado no ponto mais proeminente da parte posterior do tarso, com função de distribuir o peso do corpo nas 3 direções (para trás, para adiante e para dentro, e para adiante e para fora). As  forças exercidas sobre o conjunto do pé trabalham em compressão, não tem nenhuma inserção muscular  sendo coberto por superfícies articulares e inserções ligamentares. Todos os tendões musculares formam um “sistema de marionetes”, periarticular, muito adaptado à gestão espacial do retro-pé.
Trata-se de uma face inferior convexa móvel sob uma face côncava fica.
Construir a forma da articulação sub astragaliana e sua relação com calcâneo, assinalando a presença dos potentes ligamentos curtos que suportam força durante a marcha.
Realizar movimentos espiróides , movimentos de torção e circundação na região do tornozelo, sinalizando a função dos mesmos como equalizadores da tensão muscular.

FONTE: Revista Olhar GDS    N° 02    ANO 2008